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Fernando Alonso ajuda no desenvolvimento do carro
A McLaren está com a certeza absoluta de que agora contratou o piloto certo para voltar a vencer. O último titulo foi em 99 com Mika Hakkinen. Desde 74, com o título do Emerson, que o time não vive uma seca igual a esta. Montoya era rápido, como também é Kimi RaikKonen, mas eles não ajudavam muito no desenvolvimento do carro. As reuniões eram rápidas e bem superficiais com os engenheiros, raramente apareciam na sede para discutir alguma mudança mais profunda.
Alonso andou apenas um dia com o caro em Jerez, mas esteve reunido nos últimos dias pelo menos umas 20 vezes e já pediu várias mudanças no projeto de 2007. Altura com relação ao solo, posição do piloto no cockpit e outras menores. Os engenheiros e projetistas analisaram e acharam que ele estava certo. O comprometimento que Ron Dennis queria de um piloto ele encontrou e não será fácil batê-lo em 2007. A Ferrari vai precisar de todas as suas armas. Felipe Massa terá de se superar no desenvolvimento, já que não podemos esperar muito do seu companheiro, que já demonstrou isto. A cada dia, Alonso me impressiona mais. Se ficar nas pistas muitos anos - o que não acredito, acho que pára no máximo em três anos -, poderia até pensar em bater o recorde de títulos de Schumacher.
Escrito por Téo José às 11h11
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Mais um dia de cão e entregue a gente sem preparo
Sete horas da manhã desta quinta feira. Estou no aeroporto de Cascavel, no oeste do Paraná, para tentar iniciar minha volta à Goiânia. Às oito, estou com meu ticket de embarque da Tryp, em um vôo que passaria por Maringá, Londrina e Brasília, até meu destino. Às oito e meia, chega a notícia de que o vôo foi cancelado, já que o aeroporto de Cascavel não tinha teto. A solução para mim seria o mesmo vôo no dia seguinte e só, nada de endossar bilhete ou arrumar transporte de Foz para minha cidade. Depois de argumentos, desisti. Era a primeira vez que viajaria nesta empresa e tenho certeza que nunca vou fazer minha estréia. A falta de profissionalismo de suas pessoas é uma coisa admirável.
Vou a guichê ao lado e tento seguiu para Curitiba na Ocean Air, com o aeroporto já aberto. Na hora que estou comprando meu bilhete, dizem que o avião que vinha de lá para voltar, não vai mais pousar e regressou à Curitiba. O motivo eu não sei, pois imediatamente peguei um táxi e me mandei para Foz do Iguaçu. Nisso já era meio-dia. Tinha duas horas para chegar e embarcar para Congonhas em um avião que decolaria as 14h50. Chegando à cidade, fui para o check in, onde vi a TAM sem o preparo necessário para esta crise. Foi uma decepção, pois até aquele momento, a considerava e melhor, apesar de muitas ressalvas. De cara, fiquei sabendo que o avião estava com três horas de atraso. Muita gente na fila, vários estrangeiros. Apesar da atendente com cara de poucos amigos ver meu bilhete inteiro e me devolver o cartão de embarque, fui eu que avisei que assim perderia minha conexão para Goiânia. Aí, com uma falta de vontade impressionante, foi fazer outro com nova conexão em Congonhas. Não satisfeita, disse que não poderia embarcar com uma pequena mala de mão, pesando sete quilos. Aí disse que eram só dois a mais e que outros estavam com maiores e com certeza mais pesada. Ainda argumentei que indo com bagagem de mão, poderia ter mais agilidade em trocas de horários. Em vão: tive de despachar por causa de dois quilos. Revolta maior quando vejo o que entrou nas mãos de outros passageiros. Sem falar na cara irônica de outras atendentes na TAM.
Chegando a Congonhas, caos total: mudanças de portões de embarque sem aviso, gente trabalhando sem capacidade alguma para aquilo. Clima de bagunça, como virou o transporte aéreo brasileiro, mais um setor do país nas mãos de autoridades e funcionários sem preparo. Tinha um vôo para Goiânia atrasado, tentei embarcar e, como manda o figurino, fui a um guichê, tendo como resposta o seguinte: “o vôo está vazio, vai lá no portão, vê se a atendente te quebra o galho”. Estava a ponto de perder a calma, mas aí lembrei do pessoal da TAM de Foz e pensei: gente fraca mesmo, não adianta. No portão, a atendente me disse para esperar, liberando e dizendo que a bagagem não teria como mudar. Lembra da história de cima da mala de mão, pois é... deixei a bagagem para trás e daqui a pouco vou ver se chegou aqui em Goiânia. Perguntei sobre o novo cartão de embarque e me disse que era assento livre. Não era! Esperei todos se sentarem e a porta fechar para me acomodar. As 23h00 chego em casa. Daqui a pouco, volto para São Paulo com minha família, de carro.
Estou voando na média quatro trechos por semana e tenho observado o problema, conversado. Sei que existem motivos, mas a demora na solução passa com a inércia de nossas autoridades, passando pelo ministro e presidente da Republica, que só agora viu que os passageiros precisam de respeito. Até as companhias áreas, que se fazem de mortas e não se posicionam e nem estavam preparadas para a crise. E o pior: não estão se preparando. Você raramente vê um supervisor em momento de confusão. As informações quase não existem. Quando um passageiro compra um bilhete, ele paga a empresa área e não a INFRAERO. Essas companhias têm sim obrigação de um atendimento no mínimo eficiente.
Mas sempre lembro da música do Zé Ramalho, que está cada vez mais na minha cabeça, parecendo como um hino do Brasil: “ É vida de gado, povo marcado hei, povo feliz” . Por isso que falo sempre em posicionamento e mostrar a insatisfação. Em tudo, aqui é neste problema que vivo quase sempre, e cada um tem o seu ou os seus.
Nesta hora das férias, ontem vim pensando no meu ranking desta crise. O tamanho das empresas é inverso, pois vejo a Varig mais preparada. Aí dizem que é porque tem menos aviões, mas o pessoal se mostra pelo menos psicologicamente mais forte. A Gol em segundo e depois a TAM.
A minha revolta maior não é pelos transtornos e atrasos, e sim pelo fator humano, que deixou chegar onde está e não tem a vontade, o que seria uma obrigação para se resolver.
Desculpem não falar nada sobre automobilismo hoje, mas achei importante me colocar de forma mais clara e até deixar um alerta: quando for para o aeroporto, vá preparado, para crise e para falta de capacidade em se resolver, ou no mínimo melhorar no que se pode. Na boa, estou muito chateado com este país, não só por isso, claro, mas também pelo contexto todo de problemas e falta de vontade de resolvê-los, dos menores aos maiores, e espero ter tomado a decisão certa de ser ainda o melhor lugar para viver e criar meu filho. Ainda acredito que seja, mas antes estava mais seguro.
Escrito por Téo José às 09h24
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A crise continua com pouco sendo feito
Estou me preparando para voltar para casa em Goiânia. Saio às nove de Cascavel, com três paradas antes de chegar ao destino final. Ou seja: três chances de atraso, já que continua essa crise, onde pouco é feito. Nos últimos dias, o ministro afirmou que o melhor é rezar. Ainda bem que amanhã vou de carro para São Paulo com minha família. Aí, serei dono dos meus horários.
Escrito por Téo José às 07h54
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A Ferrari aposta em Kimi
Mais uma vez, leio declarações dos homens da Ferrari, onde deixam Felipe Massa de lado. Agora, Luca di Montezemolo disse que a grande chance que Kimi Räikkönen queria, ele vai ter na Ferrari, um lugar onde terá todas as possibilidades de título. Deixou claro que a contratação do finlandês foi por este objetivo, que ele é o homem certo para o lugar de Schumacher.
Claro que temos de fazer a leitura, pois se investiu, tem de justificar. O que acho estranho é que não foi citada a dupla, só um. E parece que para os dirigentes da Ferrari, Massa vai continuar sendo o número 2. Sempre afirmam também que agora não terá isto, que serão chances iguais. Tomara que, na prática, esta seja a situação, porque se for, sem nenhum bairrismo e sim pelo que vimos nos últimos tempos, acredito em, no mínimo, um duelo muito igual e, quem sabe, até mesmo com Felipe andando na frente. Ele ainda não explorou todo o seu potencial e pode mostrar mais.
O que você pensa?
Escrito por Téo José às 07h52
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Empresário: cada vez mais importante
Como no futebol, a figura do empresário de piloto está cada vez mais valorizada na Fórmula 1. Não adianta mostrar talento e ter títulos. Isto ajuda, mas hoje um bom empresário pode ser até mais importante. Como na bola, na velocidade eles também ficam de olho nas promessas e quando estas aparecem na Europa já partem para cima.
Sebastian Bourdais, na semana passada, realizou teste na Toro Rosso. Tudo foi acertado por Nicolas Todt, filho de Jean e também empresário de Felipe Massa. O francês ainda tem um ano de contrato na Champ Car, a Fórmula Mundial, nos Estados Unidos.
Ficaria surpreso se, em 2008, ele não conseguir alguma vaga na Fórmula 1. É francês. A categoria precisa de um piloto de lá. Tem bom padrinho. E, também, é competente.
Escrito por Téo José às 11h07
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A1 GP no Brasil
Pode parecer loucura ou chute, mas não é. A A1 GP, mesmo em fase complicada de grana depois da saída do Xeque árabe, já está se mexendo para desembarcar por aqui no ano que vem. Podem, também, achar que é um absurdo. Mas, a pista escolhida é a do Rio de Janeiro.
A transmissão poderá ser no SBT ou RedeTV!. Aqui no Brasil, além do Emerson Fittipaldi, donos dos direitos. Fernando Paiva, que já foi empresário do Christian Fittipaldi e Cristiano da Matta, também está frente do projeto. A corrida está no calendário marcada para 18 março.
Escrito por Téo José às 11h00
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Férias da Fórmula 1 nas pistas, não na mídia
Estou aqui em Cascavel, oeste do Paraná, local onde teremos no dia 4/3/2007 a abertura do campeonato da Fórmula Truck. Como eu disse, estou aqui até quinta ajudando na finalização do programa especial da categoria - que vai ao ar no dia 31 na Band. Muito calor. Ontem bateu 36 graus. Em Foz do Iguaçu, na semana passada, quase 45.
Acabo de ler as coisas da Fórmula 1 na imprensa internacional. Esta época de férias é, também, de muita especulação e declarações para se ganhar espaço na mídia. Luca de Montezemolo afirma que vai ser campeão em 2007, tanto na competição de pilotos como de equipes. Acredito. Aponto a Ferrari como favorita, mas achava que era mais antes dos testes da semana passada em Jerez, na Espanha. Renault está muito forte e Heikki Kövalainen foi muito bem. Ainda acho verde para título, mas não afasto a possibilidade como fazia.
A McLaren foi muito bem e Fernando Alonso mostrou que pode se adaptar muito rapidamente. Sem falar na evolução, velocidade e personalidade de Lewis Hamilton. Como disse antes, ainda aponto a Ferrari como favorita, mas vai ser uma temporada muito bacana, com ótimas disputas e ainda torço pelo crescimento da Honda e BMW.
Escrito por Téo José às 13h16
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Ritmo de final de ano
Amigos da Velocidade,
Esta promete ser uma semana muito cheia e de correra para mim. Acho que a mais cheia do ano. Estou em São Paulo, mas saindo para Cascavel onde vou ajudar na finalização do programa especial de fim de ano da Fórmula Truck, que vai ao ar na Band no dia 31 - às 14h00. Na quinta, tenho de estar em Goiânia de novo e na sexta, de carro, volto para São Paulo com minha esposa e filho, onde passarei as festas de fim de ano, Mas ainda com muito trabalho. Folga mesmo só no dia primeiro e por dez dias.
Por isso passei rapidinho por aqui para falar de alguns assuntos. 1º) esta história do pagamento de 2,6 milhões de dólares pela McLaren a Renault, para liberação de Fernando Alonso, para apenas um dia de treino. Seria o treino mais caro da história do esporte mundial. Não acredito que Ron Dennis faria algo, nem parecido, ele é conhecido também por ser um pão duro. Não vale, nunca. É jogada de marketing. A Fórmula 1 sempre está na mídia. É uma filosofia da categoria. Não importa com o quê.
No esporte, o investimento bem feito e planejado traz resultado. Mais uma vez ficou provado com a ginástica artística. Precisamos que os dirigentes trabalhem neste sentido em todas as modalidades, que se consigam cidades parceiras para centros de treinamento e um projeto longo. O Brasil, a cada ano, nos mostra que não é só futebol. Este planejamento tem de nascer sólido e depois que os frutos aparecerem continuar com novas árvores. No mundo todo é assim. Aqui as dificuldades são maiores, pela falta de profissionalismo e imediatismo. Mas temos de seguir os bons exemplos e acreditar. O vôlei é uma prova de algo planejado e com frutos constantes.
Escrito por Téo José às 09h14
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A entrevista de Schumacher
Acabo de ler a entrevista de Michael Schumacher na Folha de São Paulo. Mostra mais uma vez que nós não o conhecemos bem como pessoa e sim como piloto. Ele próprio diz isto, que se escondeu atrás de um grande muro. Passou também a sua grandiosidade como campeão, sabendo o momento certo de parar, já que para continuar sendo sempre o melhor estava precisando dar muito mais e o prazer já começava a faltar.
Fala muito sobre a família e coloca que seus filhos são as coisas mais importantes e pelo que disse foi por eles que parou. O tempo passa, eles crescem e as vezes não temos tempo de ficar ao lado e conviver como se devia. Estou nesta fase, buscando mais qualidade de vida e mais contato com meu Alessandro. Nem que tenha de abrir mãos de algumas coisas. Como fez Schumacher que abriu mão de sua carreira. Está de parabéns.
Sobre Ayrton Senna, ele abre o jogo de sua rivalidade e mostra respeito. O brasileiro adquiriu este respeito também, mas como ele fala, foi na pista e meio na marra. Schumacher fala que naquela época, os mais veteranos e vencedores queriam que os mais jovens tivessem até mais que respeito, com o que ele não concordou de cara e teve problemas.
Hoje li e conheci um outro Michael Schumacher e gostei muito. Está na Folha de São Paulo.
Escrito por Téo José às 09h28
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